Manifesto de uma pessoa só
Passei muitos anos sendo o ator principal e o único espectador da minha própria vida.
Quando você convive com a ansiedade social, o mundo se torna um palco hostil. A mente dita uma regra implacável: seja invisível para não ser julgado, ou seja absolutamente perfeito para não deixar margem a nenhum pensamento negativo. É exaustivo. Entre o desejo de sumir e a obrigação de agradar, criei personagens para cada cenário, diluindo minha essência a cada interação.
Depois de tanto tempo vestindo essas máscaras, a pergunta que sobrou foi inevitável: quem sou eu por baixo delas?
Quem sou eu sem a influência das músicas que ouço, dos filmes que assisto, dos livros que consumo ou das expectativas alheias? Quem sou eu, intrinsecamente, quando o silêncio se instala e o palco se esvazia?
A verdade é que eu ainda não sei. Mas decidi descobrir.

O mapa de descoberta

Este site não é um portfólio de conquistas ou uma vitrine de certezas e incertezas. É uma gaveta aberta. Um mapa público de uma jornada privada de autodescoberta dos meus momentos mais singelos até os pensamentos intrusivos que costumam me visitar nas madrugadas.
Para que essa jornada seja compartilhada de verdade, este manuscrito funciona sob uma dinâmica própria:
notas de margem: São os textos principais. Rascunhos de ideias que insistiram tanto na minha cabeça que precisaram ganhar o papel antes que a lógica decidisse apagá-los.
rasuras dos leitores: O espaço ao final de cada página. Não são apenas comentários frios de internet; são as suas marcas, rabiscos e impressões rápidas deixadas na margem do meu texto.
cadernos de réplica: Se um rascunho meu te gerou um pensamento profundo, este é o espaço para você anexar sua própria folha em branco e escrever sua contranota.
Isso tudo é um convite. Não para ver um personagem perfeito, mas para me conhecer de verdade e talvez, no processo, você acabe se encontrando em alguma rasura também.







